COMUNICADO 816/05 - SME
O Secretário Municipal de Educação, conforme o que lhe representou a Diretoria de Orientação Técnica, em face da competência delegada pela Portaria SME nº 1.750, de 10/03/05, publicada no DOC de 11/03/05,
DIVULGA:
ORIENTAÇÕES GERAIS PARA O ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA NO CICLO 1
APRESENTAÇÃO
Apesar do investimento realizado e dos esforços despendidos dos gestores do sistema de ensino na Rede Municipal, o retorno obtido nem sempre é o esperado, principalmente quando o objetivo final é a qualidade da aprendizagem dos alunos.
Não são poucas as razões que explicam este quadro: desarticulação das equipes e políticas, programas e projetos que não necessariamente atendem às necessidades das escolas, projetos de formação sustentados em eventos ou conteúdos descontextualizados das práticas reais dos profissionais e tantas outras.
Tendo como ponto de partida os problemas identificados na Rede, a partir de um diagnóstico realizado por amostragem, temos estabelecido intervenções que deverão ser implementadas a curto, médio e longo prazos, para superá-los ou minimizá-los.
Todas as ações que temos pensado na Diretoria de Orientação Técnica visam superar a fragmentação das políticas de orientação pedagógica e formação continuada dos nossos profissionais, fazendo-as convergir para a finalidade principal do Sistema de Ensino, que é garantir a qualidade da aprendizagem das crianças, jovens e adultos que freqüentam nossas Escolas.
Pretendemos ver concretizada a possibilidade de transformação da cultura escolar para que a escola seja um espaço de aprendizado coletivo, onde todos os atores do processo educativo possam assumir o compromisso com os resultados do trabalho pedagógico.
Nesse primeiro momento, priorizamos a formação de leitores e escritores para atingir o grande objetivo hoje colocado, não só para nossa Rede como para toda a sociedade: garantir a todos os alunos o direito de aprender a ler e escrever na escola, não apenas como condição indispensável para adquirirem os conhecimentos de todas as áreas, mas também, e principalmente, para ter acesso à cultura letrada e à plena participação social.
No conjunto das ações planejadas, estão:
- Formação em rede dos gestores das escolas;
- Avaliação do sistema de ensino;
- Formação de formadores para acompanhamento do trabalho das escolas;
- Elaboração de subsídios para o trabalho dos educadores.
A primeira versão do documento norteador para o trabalho de Língua Portuguesa, que ora apresentamos para a Rede, representa esforços para subsidiar e dar referências para:
- A elaboração dos planos de ensino da língua nos quatro primeiros anos do ensino fundamental;
- A escolha dos professores de materiais didáticos adequados;
- A construção de indicadores de avaliação para os diferentes anos do ciclo I;
- O acompanhamento e o apoio dos planos de formação continuada das escolas, coordenados pela equipe técnica;
- O planejamento dos Planos de Formação das equipes da DOT central e nas regionais.
Esperamos que o presente documento possa ser desencadeador de muita reflexão em todas as instâncias da Secretaria, para que possamos aprimorá-lo e colocá-lo em prática, para alcançarmos o objetivo de tornar todos nossos alunos leitores e escritores competentes.
Orientações gerais para o ensino da Língua Portuguesa no Ciclo I
Este documento se organizará em torno de um objetivo central: subsidiar todos os envolvidos no processo de ensino da Língua Portuguesa para sistematizar os conteúdos de ensino mais relevantes a serem garantidos ao longo dos quatro anos do Ciclo I do Ensino Fundamental.
Outro propósito importante deste documento é contribuir para a reflexão e discussão dos professores com a indicação do que os alunos deverão aprender, progressivamente, durante os quatro anos do Ciclo I.
A definição do que os alunos precisam aprender a cada ano do Ciclo I contribuiu para estabelecer com mais clareza e intencionalidade o que deverá ser ensinado.
Modelo de ensino e aprendizagem
A concepção de aprendizagem que embasa este documento é a construtivista, que pressupõe que o conhecimento não é concebido como uma cópia do real e incorporado diretamente pelo sujeito, mas uma atividade por parte de quem aprende, que organiza e integra os novos conhecimentos aos já existentes.
Atualmente, o modelo de ensino relacionado a essa concepção de aprendizagem é o de resolução de problemas. Compreende intervenções pedagógicas de natureza própria, reconhece o papel da ação do aprendiz, a especificidade da aprendizagem de cada conteúdo e pressupõe situações didáticas em que o aluno precisa pôr em jogo o que sabe no esforço de realizar a tarefa proposta para aprender o que não sabe.
Concepção de alfabetização
Neste documento, entende-se a concepção de alfabetização como aprendizagem do sistema de escrita e da linguagem escrita em seus diversos usos sociais, porque consideramos imprescindível a aprendizagem simultânea dessas duas dimensões.1
A língua é um sistema discursivo que se organiza no uso 1 e para o uso, escrito e falado, sempre de maneira contextualizada nos diferentes textos. No entanto, uma condição básica para a leitura e a escrita com autonomia é a apropriação do sistema de escrita que envolve, da parte dos alunos, aprendizagens muito específicas. Entre elas, por exemplo, compreender a diferença entre a escrita alfabética e outras formas gráficas, o conhecimento do alfabeto, a forma gráfica das letras e seus nomes, dominar convenções gráficas como o alinhamento da escrita e a função da segmentação.
Tanto os saberes sobre o sistema de escrita, como aqueles sobre a linguagem escrita, devem ser ensinados e sistematizados. Não basta colocar os alunos frente aos textos para que conheçam o sistema de escrita alfabético e seu funcionamento ou para que aprendam a linguagem. É preciso planejar uma diversidade de situações em que possam, em diferentes momentos, centrar seus esforços ora na aprendizagem do sistema, ora na aprendizagem da linguagem.
O desenvolvimento da capacidade de ler e escrever não é um processo que se encerra quando o aluno domina o sistema de escrita, mas se prolonga por toda a vida, com a crescente possibilidade de participação nas práticas que envolvem a língua escrita e que se traduz na sua competência de ler e produzir textos dos mais variados gêneros, de apreciação de obras literárias à análise de bons artigos.
Conclui-se então que quanto mais acesso à cultura escrita mais possibilidades de construção de conhecimentos sobre a língua. Isto explica o fato de as crianças com menos acesso à cultura escrita serem aquelas que mais fracassam no início da escolaridade e que mais necessitam de uma escola que ofereça práticas sociais de leitura e escrita.
Objetivos gerais do ensino da Língua Portuguesa
- Ser integrante de uma comunidade de leitores, compartilhando diferentes práticas culturais de leitura e escrita;
- Saber adequar seu discurso às diferentes situações de comunicação oral, considerando o contexto e os interlocutores;
- Ler diferentes textos, adequando a modalidade de leitura a diferentes propósitos;
- Escrever diferentes textos selecionando os gêneros adequados a diferentes situações comunicativas, intenções e interlocutores.
Os alunos, ao final do 1º ano do Ciclo I, deverão ter desenvolvido competências para:
- Participar de situações de intercâmbio oral, ouvindo com atenção e formulando perguntas sobre o tema tratado;
- Apreciar textos pertencentes a diferentes gêneros (orais ou escritos), para serem lidos autonomamente ou lidos por um adulto, e recontar histórias conhecidas, recuperando algumas características do texto ouvido ou lido;
- Ler, com ajuda do professor, diferentes gêneros (notícias, instrucionais, informativos, contos, entre outros), apoiando-se em conhecimentos sobre o tema do texto, as características de seu portador, do gênero e do sistema de escrita;
- Ler, com autonomia, placas de identificação, nomes, parlendas, adivinhas, poemas, canções, trava-línguas, listas, manchetes de jornal entre outros.
- Escrever alfabeticamente textos que conhece de memória (parlendas, adivinhas, poemas, canções, trava-línguas, entre outros), ainda que não segmentando o texto em palavras;
- Escrever textos de autoria (listas, bilhetes, cartas, entre outros) individual, em duplas ou ditando para o professor;
- Reescrever textos (lendas, contos, entre outros) de próprio punho ou ditando-os para o professor ou colegas, considerando as idéias principais do texto fonte e algumas características da linguagem escrita.
Os alunos, ao final do 2º ano do Ciclo I, deverão ter desenvolvido competências para:
- Participar de situações de intercâmbio oral, ouvindo com atenção, formular e responder perguntas, explicar e ouvir explicações, manifestar opiniões;
- Ler, com autonomia, diferentes gêneros (notícias, instrucionais, informativos, contos, entre outros) apoiando-se em conhecimentos sobre o tema do texto, as características de seu portador, do gênero e do sistema de escrita;
- Ler, com ajuda do professor, textos para estudar os temas tratados nas diferentes áreas de conhecimento (enciclopédias, artigos, revistas, entre outros);
- Reescrever de textos (contos, lendas, entre outros), considerando as idéias principais do texto fonte e algumas características da linguagem escrita;
- Escrever alguns textos de autoria (bilhetes, cartas, regras de jogos, textos informativos, entre outros), utilizando alguns recursos da linguagem escrita.
Os alunos, ao final do 3º ano do Ciclo I, deverão ter desenvolvido competências para:
- Participar de situações de intercâmbio oral que requeiram: ouvir com atenção, intervir sem sair do assunto tratado, formular e responder perguntas, explicar e ouvir explicações, manifestar e acolher opiniões, adequar as colocações às intervenções precedentes, propor temas;
- Saber selecionar textos em diferentes fontes para busca de informações;
- Localizar informações no texto apoiando-se em títulos e subtítulos, imagens, negritos e selecionar as que são relevantes, utilizando procedimentos de escrita, como copiar a informação que interessa, grifar, fazer notas (em enciclopédias, artigos, entre outros);
- Ajustar a modalidade de leitura ao propósito e ao gênero (história em quadrinhos, texto informativo, instrucional, entre outros);
- Utilizar procedimentos e recursos próprios da produção escrita (planejar o que for escrever, utilizar informações provenientes de fontes diversas, fazer rascunhos, revisar seu próprio texto, discutir com outros leitores aspectos problemáticos do texto e reler o que está escrevendo, entre outros);
- Escrever alguns textos de autoria (bilhetes, cartas, regras de jogo, textos informativos, contos, lendas, entre outros), utilizando os recursos próprios da linguagem escrita;
- Reler seus escritos assumindo o ponto de vista do leitor de seu texto (revisar seu próprio texto cuidando de sua legibilidade).
Os alunos, ao final do 4º ano Ciclo I, deverão ter desenvolvido competências para:
- Planejar e participar de situações de uso da linguagem oral sabendo utilizar alguns procedimentos de escrita para organizar sua exposição (cartazes, anotações, Power Point;
- Utilizar recursos para compreender ou superar dificuldades de compreensão durante a leitura (pedir ajuda aos colegas e ao professor, reler o trecho que provoca dificuldades, continuar a leitura com intenção de que o próprio texto permita resolver as dúvidas, entre outros);
- Utilizar procedimentos e recursos próprios da produção escrita (planejar o que for escrever, estabelecendo os aspectos fundamentais e sua ordem provável; utilizar informações provenientes de fontes diversas; fazer rascunhos; revisar seu próprio texto simultaneamente à produção; discutir com outros leitores aspectos problemáticos do texto; reler o que está escrevendo, entre outros);
- Assumir o ponto de vista do leitor ao revisar os textos com intenção de evitar repetições desnecessárias (por meio de substituição, uso de recursos da pontuação, entre outros); evitar ambigüidades, articular partes do texto (garantir concordância verbal e nominal);
- Revisar o texto do ponto de vista ortográfico, considerando as regularidades ortográficas e irregularidades de palavras de uso freqüentes, uso de maiúscula e minúscula, entre outras.
Orientações para o ensino da Língua Portuguesa
PRÁTICAS DE LINGUAGEM ORAL
Para que as expectativas de aprendizagem dos alunos em relação às PRÁTICAS DE LINGUAGEM ORAL possam ser concretizadas, é necessário que o professor planeje e organize situações didáticas, tais como:
- Rodas de conversa em que os alunos possam escutar e narrar fatos conhecidos e falar sobre assuntos estudados;
- Rodas de leitura para contar histórias e combinar com os alunos momentos em que eles possam compartilhar os livros lidos;
- Discussões que façam os alunos compreenderem e distinguirem as características da linguagem oral e da linguagem escrita;
- Saraus literários para que os alunos possam narrar ou recontar histórias, declamar poesias, parlendas, trava-línguas;·
- Entrevistas, troca de correspondência etc em que os alunos possam elaborar e fazer perguntas;
- Exposições, em que os alunos possam expor oralmente um tema, usando suporte escrito, tais como: cartazes, roteiro, para apoiar sua fala.
PRÁTICAS DE LEITURA
Para que as expectativas de aprendizagem dos alunos em relação às PRÁTICAS DE LEITURA possam ser concretizadas, é necessário que o professor planeje e organize situações didáticas, tais como:
- Leitura diária para os alunos de contos, lendas, mitos, para ampliar o universo cultural;
- Rodas de leitura em que os alunos possam compartilhar os livros e textos lidos;
- Leitura (pelos alunos) de diferentes gêneros textuais em todos os anos do Ciclo, para ampliar o repertório dos alunos;
- Seleção e oferta aos alunos de livros de boa qualidade literária;
- Momentos em que os alunos tenham de ler histórias para que possam compreender a importância e a necessidade do preparo para ler em voz alta;
- Situações em que os alunos consultem fontes de diferentes suportes (jornal, revista, enciclopédia) para aprender a buscar informações;
- Escolha e oferta para a classe de jornais, revistas, textos informativos, como fontes de informação e como materiais de estudo e ampliação do conhecimento;
- Leitura em que os alunos utilizem procedimentos adequados aos diferentes propósitos do leitor (ler rapidamente títulos e subtítulos até encontrar uma informação, selecionar uma informação precisa, ou ler minuciosamente para executar uma tarefa);
- Leitura em que os alunos façam uso de indicadores (autor, gênero, assunto) para fazer antecipações, inferências e enriquecer as interpretações;
- Leitura em que os alunos tenham que inferir o significado de uma palavra pelo contexto, do estabelecimento de relações com outros textos lidos e buscar no dicionário quando o significado exato da palavra for fundamental;
- Situações em que os alunos, após a leitura de um texto, exponham o que compreenderam, compartilhem pontos de vista sobre os textos que leram sobre o assunto, façam relação com outros textos lidos e enriqueçam suas interpretações;
- Leitura de textos com o propósito de ler para estudar, em que os alunos releiam para estabelecer relações entre o que esta lendo e o que já foi lido, resolver uma suposta contradição, utilizando anotações, grifos, resumos para entender melhor ou para recuperar informações.
PRÁTICAS DE PRODUÇÃO ESCRITA
Para que as expectativas de aprendizagem dos alunos em relação às PRÁTICAS DE PRODUÇÃO ESCRITA possam ser concretizadas, é necessário que o professor planeje e organize situações didáticas, tais como:
- Propostas de escrita ou reescrita de textos individual, em duplas ou grupos;
- Assumir a posição de escriba nas situações em que os alunos produzem um texto oralmente com destino escrito;
- Propostas de produção de textos definindo o leitor, o propósito e o gênero de acordo com a situação comunicativa;
- Situações para ensinar procedimentos de escrita (planejar, redigir rascunhos, revisar e cuidar da apresentação);
- Projetos didáticos ou seqüências didáticas em que os alunos produzam textos com propósitos sociais e tenham que revisar distintas versões até considerar o texto bem escrito, cuidando da apresentação final.
ANÁLISE E REFLEXÃO SOBRE A LÍNGUA
Para que as expectativas de aprendizagem dos alunos em relação à ANÁLISE E REFLEXÃO SOBRE A LÍNGUA possa ser concretizada, é necessário que o professor planeje e organize situações didáticas tais como:
- Atividades de leitura e escrita em que os alunos aprendam o nome das letras do alfabeto, a seqüência das letras, a diferença entre a escrita e outras formas gráficas e convenções da escrita (orientação do alinhamento);
- Apresentar a alfabeto completo, desde o início do ano, e organizar atividades de escrita em que os alunos façam uso de letras móveis;
- Situações em que os alunos sejam colocados para escrever textos, cuja forma não sabem de memória, pois isso permite ao professor descobrir as idéias que orientam as escritas dos alunos, a fim de planejar boas intervenções e agrupamentos produtivos;
- Atividades de reflexão sobre o sistema alfabético de escrita, por meio do trabalho com nomes próprios, rótulos conhecidos e outros materiais afixados nas paredes da classe (ou murais) da sala, como listas, calendários, cantigas, títulos das histórias, que serão lidas na semana, de forma que guiados pelo contexto os alunos antecipem o que está escrito e reflitam sobre as partes do escrito (quais letras, quantas e em que ordem usar);
- Leitura, para alunos que não sabem ler convencionalmente, oferecendo textos conhecidos de memória, como parlendas, adivinhas, quadrinhas, canções, em que a tarefa do aluno é descobrir o que está escrito em cada parte, tendo a informação do que trata o texto (por exemplo, "Esta é a música PIRULITO QUE BATE-BATE..."), de forma que a tarefa de ler o obrigue a ajustar o falado ao que está escrito e fazer uso do conhecimento que possui sobre o sistema de escrita;
- Situações em que os alunos tenham necessidade de fazer uso da ordem alfabética e algumas de suas aplicações sociais;
- Atividades de revisão coletiva de textos (ou individual, dupla, grupo), em que os alunos se coloquem na perspectiva de leitor do texto para melhorá-lo (modificar, substituir partes do texto);
- Atividades de análise de textos bem escritos, ajudando os alunos a observar atentamente, em textos bem elaborados de autores reconhecidos, como, por exemplo, o autor resolveu o problema dos diálogos, das repetições, como faz uso da pontuação;
- Atividades de reflexão ortográfica (por exemplo, estabelecer com os alunos um combinado sobre as palavras em que não vale mais errar, listá-las e afixá-las de forma que possam consultá-las caso tenham dúvida, entre outras);
- Sistematização e registro das descobertas dos alunos em relação às regras ortográficas;
- Atividades que incentivem a discussão entre alunos para que possam levantar dúvidas e decidir como escrever uma palavra, por exemplo, "ditado interativo", leitura com focalização;
- Atividades de uso do dicionário, de forma que os alunos, progressivamente, adquiram a rapidez necessária para consultá-lo e encontrar palavras;
- Atividade de reflexão sobre o sistema de pontuação (por exemplo, oferecer texto escrito todo em letra de fôrma maiúscula, sem os brancos que indicam parágrafo ou travessão, apenas os espaços em branco, para os alunos discutirem e decidirem a pontuação).
BIBLIOGRAFIA
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FERREIRO, E. Alfabetização, letramento e construção de unidades lingüísticas: Seminário Internacional de Leitura e Escrita - Letra e Vida.
KLEIMAN, A. B. Texto e Leitor. Campinas : Pontes/Unicamp, 1989.
LERNER, D. É Possível Ler na Escola? In D. Lerner. Ler e Escrever na Escola: O Real, o Possível e o Necessário. (E. Rosa, trad.). Porto Alegre : Artmed, 2002.
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WEISZ, T. O diálogo entre o ensino e a aprendizagem. São Paulo : Ática, 2000.
OBS.: 1 Não vamos discutir neste documento a concepção de alfabetização e de letramento, pois consideramos que esta discussão de cunho teórico não tem contribuído para que a escola avance e dê conta da tarefa de conseguir que todos alunos aprendam a ler e escrever.